segunda-feira, 24 de outubro de 2016


"Restauração no rio Doce será modelo", diz biólogo
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  • Instituto Últimos Refúgios
    O acidente, que completa um ano em 5 de novembro, deixou 18 mortos
    O acidente, que completa um ano em 5 de novembro, deixou 18 mortos
Com uma vasta experiência em resolver conflitos, como o de ruralistas e ambientalistas, o biólogo Roberto Waack assumiu talvez o maior desafio de sua carreira: lidar com o "um ano depois" do maior acidente ambiental do Brasil, o rompimento da barragem de lama da Samarco. Waack, 56, é o presidente da Fundação Renova, organização independente criada para implementar os programas de reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da barragem.
O acidente, que completa um ano em 5 de novembro, deixou 18 mortos, um desaparecido e um rastro de destruição de Mariana (MG), onde ficava a barragem do Fundão, até a foz do rio Doce, no Espírito Santo. A fundação vai gerir R$ 11 bilhões com a missão de recuperar e compensar comunidades e recursos ambientais nos próximos dez anos. Veja a seguir trechos da entrevista.
A Fundação Renova assume o trabalho de compensação e restauração quase um ano depois do acidente com quais desafios?
Temos três agendas prioritárias. Uma é emergencial: tem de tirar a lama do rio, terminar a contenção, construir novos diques, continuar a dragagem. Cerca de 1/4 da lama desceu o rio, mas 3/4 ainda estão na região, a até 100 km do local de origem. Tem de dar um destino para ela. Essa é uma frente de engenharia, de curto prazo, que termina no meio do ano que vem. A segunda é uma frente de inteligência, que é como lidar com a restauração do rio inteiro, recompor pesca, etc. É um campo de fronteira de conhecimento sobre como se restaura, e de conexão com a sociedade que mora ali, com o agronegócio, com o pequeno e o médio produtor, que sempre teve problema em atender o Código Florestal e agora se questiona: 'só porque teve a ruptura da barragem agora eu vou ter de fazer isso?'. O terceiro grande desafio é o de governança. São 39 municípios, dois Estados, a União, o Ministério Público, os tribunais de contas, a Agência Nacional de Águas. Todo mundo interessado em soluções, com a expectativa de usar esse recurso, que não pode ser mal gasto.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/10/24/restauracao-no-rio-doce-sera-modelo.htm

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