Brasil tem laboratório com "microscópio gigante": saiba do que ele é capaz
Quem não acompanha o assunto talvez se surpreenda, mas há 20 anos que o Brasil tem o seu acelerador de partículas, o único da América Latina, feito quase que exclusivamente com peça produzidas no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNLS/CNPEM), em Campinas (SP).
O UVX, abreviação para "do ultravioleta ao raio-X", não tem a mesma função doGrande Colisor de Hádrons (LHC), do Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), na Suíça, mas já contribuiu bastante para pesquisas nacionais e internacionais que exigem imagens em escala micro.
Hoje sua tecnologia de segunda geração já ficou ultrapassada, mas ele serve de inspiração para um projeto maior, um dos principais em andamento na área de ciência e tecnologia no país: o Sirius, que pretende competir pelo título de acelerador de elétrons mais moderno do mundo.
É uma construção ambiciosa, que deve consumir R$ 1,5 bilhão em investimentos do governo federal e, se o planejamento for cumprido, funcionará a partir de 2018 --até o momento não foram anunciados cortes de verbas para o projeto.
Mas você sabe por que é importante investir tanto na luz síncrotron?
O Brasil não vai descobrir nenhuma "partícula de Deus" com esse acelerador. A função de aceleradores de elétrons como o UVX e o Sirius é gerar uma luz super brilhante, chamada síncrotron, usada para produzir imagens microscópicas incrivelmente detalhadas e com grande potencial para pesquisas.
Funciona mais ou menos assim:
A aceleração de elétrons a uma velocidade próxima à da luz gera uma radiação que pode ser usada para enxergar em nível molecular. Funciona como um gigantesco microscópio.
Esse detalhamento é importante para pesquisas em áreas tanto da física, química e biologia quanto da medicina, geologia, nanotecnologia, engenharia de materiais e até paleontologia, por exemplo.
Com o Sirius, o Brasil vai estar na ponta da tecnologia ligada à luz síncrotron. Ele vai permitir fazer coisas que em nenhum outro lugar do mundo é possível. Vou ficar feliz quando o Brasil for lembrado por ter o acelerador de elétrons mais moderno do mundo
Antônio José Roque, diretor do LNLS
O UOL visitou o acelerador UVX para descobrir que coisas são essas que ele promete inovar. Ele estava desligado, por motivo de segurança, mas foi possível ter acesso a locais restritos, como o interior da máquina e as salas de controle.
Eis o que o passeio pela aparelhagem, que parece filme de ficção científica, revelou:
http://noticias.uol.com.br/ciencia/listas/trago-boa-fama-e-pesquiso-tudo-conheca-o-acelerador-de-eletrons-do-brasil.htm

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