Em Palmira, onde "as ruínas foram arruinadas"
- Bryan Denton/The New York TimesA citadela de Palmira, que foi danificada durante a ocupação do Estado Islâmico
Fotógrafo do "Times" viaja a Palmira, na Síria, para ver o que restou de seus tesouros arqueológicos após quase um ano sob controle do Estado Islâmico
Enquanto minha escolta do Hizbollah e eu entrávamos na cidade moderna em torno de Palmira, fomos recebidos por um corpo mutilado de um combatente do Estado Islâmico (EI), abandonado para apodrecer ao sol.
Era como se cães o tivessem pego depois que as forças sírias, apoiadas por milicianos leais, expulsaram ele e seus companheiros da cidade antiga, após quase um ano de controle pelo Estado Islâmico.
Durante esse período, o EI destruiu parte dos vestígios de uma civilização que há 2 mil anos era uma mistura das culturas romana, persa e locais.
Durante esse período, o EI destruiu parte dos vestígios de uma civilização que há 2 mil anos era uma mistura das culturas romana, persa e locais.
Onde antes se encontrava o impressionante Templo de Bel, apenas um único arco de pedra foi deixado para emoldurar um retângulo de céu azul acima do deserto árido, a cerca de 260 quilômetros a nordeste de Damasco, a capital.
Viajei para Palmira no último sábado (3) com membros do Hizbollah, a milícia xiita libanesa aliada do presidente Bashar al-Assad da Síria, para ver o que restou dos tesouros arqueológicos de Palmira.
O Leão de al-Lat, uma estátua de 2 mil anos de um leão segurando uma gazela, foi derrubado por uma equipe de demolição do EI. O focinho quebrado do leão foi colocado em frente a uma pilha de escombros antigos, com suas duas narinas abertas para o pátio do templo.
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