Obama cita "evidências" de que o MH17 foi abatido por separatistas e responsabiliza a Rússia
O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira (18) que "evidências indicam que o MH17 foi abatido por um míssil terra-ar de uma área controlada por separatistas apoiados pela Rússia".
"Também sabemos que não é a primeira vez que uma aeronave foi derrubada no leste da Ucrânia", acrescentou o presidente, lembrando que os separatistas têm recebido ajuda constante da Rússia, inclusive de armas pesadas.
Embora tenha dito que "não gostaria de se antecipar aos fatos" e que "não sabemos exatamente o que aconteceu", Obama afirmou que os separatistas não teriam como operar do modo sofisticado que têm feito sem treinamento russo.
"Sabemos que os separatistas estão pesadamente armados e treinados, e isso acontece por causa do apoio russo. Não é possível que eles funcionem do jeito que funcionam com o equipamento que têm. Um grupo de separatistas não pode derrubar um avião comercial com o equipamento que tem sem o apoio da Rússia."
"O que aconteceu não foi um acidente. Aconteceu porque eles [separatistas] tiveram apoio."
O líder americano apelou ainda para que tanto a Rússia, como a Ucrânia e também os separatistas façam um cessar-fogo para que uma investigação sobre a queda da aeronave possa acontecer. Mas avaliou que cabe à Rússia tomar ações para diminuir a tensão na região.
"[O presidente russo, Vladimir] Putin é a pessoa com maior controle sobre a situação de violência na Ucrânia e até aqui não o está exercitando", afirmou.
"Deixei claro para Putin que nosso caminho preferido é o diplomático, mas eles têm de fazer uma decisão estratégica: continuar dando apoio aos separatistas ou que estão prontos para trabalhar com o governo da Ucrânia", acrescentou.
Segundo ele, estão a caminho da Ucrânia agentes do FBI e do National Transport Safety Board como parte da ajuda dos EUA oferecida àquele país.
Americano morto
O presidente confirmou que pelo menos um cidadão americano foi morto na queda do avião da Malaysia Airlines, na fronteira da Ucrânia com a Rússia: Quinn Lucas Shanzmen.
Segundo ele, o que aconteceu com os passageiros do MH17 "é um absurdo de proporções indizíveis".
"É uma tragédia global - um avião asiático com passageiros europeus caiu no território ucraniano."
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