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TRADUÇÃO

quinta-feira, 22 de setembro de 2016



CÂNIONS DE TITÃ - Terreno recortado pela ação de mares e rios passando entre desfiladeiros. A imagem poderia ser de alguma região da Terra, mas é de Titã, a maior lua de Saturno. Os mares, rios e lagos de metano do satélite natural provocam a erosão da superfície. No quadrante superior esquerdo da imagem, feita pela sonda Cassini, é possível ver o rio Vid Flumina, que flui para o mar Ligeia (mancha escura na direita). Pesquisadores revelaram que os canais do Vid Flumina possuem pouco menos de um quilômetro de largura, até 570 metros de profundidade e declives superiores a 40°. Descobrir como eles se formaram pode ajudar a entender processos geológicos semelhantes na TerraImagem: JPL-Caltech/Nasahttp://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2016/09/01/veja-o-album-de-ciencia-do-mes-setembro2016.htm?abrefoto=17

Vacina de DNA contra zika mostra eficiência em macacos

Fábio de Castro

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  • Felipe Dana/AP
    Vírus da zika, transmitido pelo Aedes, causa temor mundial por causa das lesões neurológicas em bebês
    Vírus da zika, transmitido pelo Aedes, causa temor mundial por causa das lesões neurológicas em bebês
Uma nova candidata a vacina de DNA contra o vírus da zika, desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, mostrou alto nível de eficiência em testes com macacos. Os testes, com participação da brasileira Leda Castilho, da Coppe-UFRJ, tiveram seus resultados publicados nesta quinta-feira, 22, na revista Science.

Aplicada em duas doses, a vacina deu proteção total a 17 primatas em um grupo de 18 animais. A vacina se baseia em um DNA que codifica duas proteínas exclusiva do vírus da zika, fazendo com que o organismo desenvolva uma resposta imune contra a infecção.

De acordo com os autores do artigo, os resultados dos ensaios serão utilizados nos testes clínicos com humanos, já em andamento, para ajudar a estabelecer os níveis mínimos de anticorpos no sangue para que uma proteção completa seja possível.

Uma vacina preventiva é vista pelos cientistas como a melhor alternativa para reduzir o alastramento do vírus pelo mundo e evitar suas graves consequências para gestantes. Uma das possibilidades é o desenvolvimento de vacinas de DNA, que codifica proteínas específicas do vírus.

Quando as células do paciente absorvem esse DNA, elas o utilizam para sintetizar as proteínas virais, levando o organismo a reconhecê-las e desencadeando uma resposta do sistema imune contra a infecção.

Segundo Leda, a nova vacina utiliza como vetor um anel de DNA chamado plasmídeo, que contém dois genes que codificam uma proteína da membrana e outra do envelope do vírus. A pesquisadora está desde março em Bethesda, nos Estados Unidos, atuando como pesquisadora visitante do Centro de Desenvolvimento de Vacinas do NIH.

"Quando esse vetor de DNA é injetado no macaco, o organismo dele passa a produzir as proteínas, formando estruturas tridimensionais que chamamos de partículas sub-virais - que é, digamos assim, só a casca do vírus, sem seu código genético. O organismo então passa a reconhecer essas partículas e a produzir anticorpos", disse Leda à reportagem.

O teste teve o objetivo, de acordo com Leda, de avaliar se a vacina de DNA do NIH realmente induz à produção de anticorpos e se eles são neutralizantes o bastante. O próximo passo é estabelecer o limiar de anticorpos necessários para a proteção. Mas a pesquisadora afirma que a vacina já está sendo avaliada clinicamente.

ENTENDA O QUE É A MICROCEFALIA E COMO PODE SER TRATADA

"Os testes de fase 1, que têm objetivo de avaliar a segurança da vacina em humanos, já foram iniciados e os primeiros voluntários receberam a vacina no início de agosto. Até agora, 55 indivíduos já foram vacinados e chegaremos a 80. Esperamos ter os resultados dessa fase de testes nos próximos quatro meses", disse Leda.

De acordo com Leda, o experimento foi realizado com 30 macacos rhesus, divididos em cinco grupos de seis primatas, que receberam diferentes variantes da vacina. Três dos grupos receberam duas doses e um deles recebeu apenas uma dose. Outros animais receberam uma vacina inativa, como controle.

"Dos 18 macacos que receberam duas doses, 17 ficaram completamente protegidos. Os seis animais que receberam apenas uma dose não ficaram protegidos. Mas suas cargas virais foram reduzidas em comparação com animais do grupo de controle", afirmou Leda.

O fato de animais que receberam baixas dosagens apresentarem carga viral menor é importante, segundo Leda, porque mostra que um número reduzido de anticorpos não leva a uma infecção ainda mais severa, como é observado em alguns casos de infecção por dengue.

"O número de animais no nosso experimento é pequeno para que possamos afirmar com certeza que a infecção não se fortalece quando os anticorpos estão presentes em baixa concentração. Mas é um indício importante", declarou.
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2016/09/22/vacina-de-dna-contra-zika-mostra-eficiencia-em-macacos.htm
http://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2016/09/01/veja-o-album-de-ciencia-do-mes-setembro2016.htm?abrefoto=22#fotoNav=22
NOVO PLANETA QUE ORBITA DUAS ESTRELAS - A Nasa anunciou a descoberta de mais um planeta em nosso vasto Universo. Com o auxílio do telescópio Hubble e um truque da natureza, a agência confirmou a existência de um planeta orbitando duas estrelas em um sistema a 8 mil anos-luz da Terra. O achado representa a primeira vez que um sistema deste tipo é identificado com o auxílio da microlente gravitacional. Tal efeito é um fenômeno astronômico que ocorre quando a gravidade de uma estrela em primeiro plano amplifica a luz de uma estrela de fundo que momentaneamente se alinha com ela. A ampliação da luz pode revelar pistas sobre a estrela em primeiro plano e planetas ao redorImagem: NASA, ESA, and G. Bacon (STScI)

Pesquisa identifica ameaças à fauna marinha em Helgoland

https://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa-identifica-ameacas-a-fauna-marinha-em-helgoland,301791e6c96cd26f0954c98b816302bfyo1i7dcs.htmlHelgoland  é um popular destino turístico conhecido por sua abundante vida selvagem
Helgoland é um popular destino turístico conhecido por sua abundante vida selvagem
Foto: Getty Images

quarta-feira, 21 de setembro de 2016



21.set.2016 - Filhote de gorila com seis dias de vida, mama no peito de sua mãe no jardim zoológico em Frankfurt, na AlemanhaImagem: Boris Roessler/dpa/AFPhttp://noticias.uol.com.br/album/2016/01/06/olho-magico-2016.htm#fotoNavId=pr461ba621369b920444d509ddc2327e520160921
NUVEM IMPOSSÍVEL - Cientistas da Nasa (Agência Espacial Americana) encontraram uma nuvem de gelo na lua Titã, em Saturno. A descoberta intrigou os cientistas uma vez que a estratosfera da Titã é tão seca quanto um deserto, o que tornaria difícil o processo de condensação. A nuvem é feita de um composto de carbono e nitrogênio conhecido como dicyanoacetylene (C4N2). De acordo com os pesquisadores, a aparência dessa nuvem de gelo vai contra tudo que já foi descoberto sobre a formação de nuvens em TitãImagem: Nasa
http://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2016/09/01/veja-o-album-de-ciencia-do-mes-setembro2016.htm?abrefoto=21

Supertelescópio desvenda segredos de bolha gigante no espaço

J.Geach/D.Narayanan/R.Crain
Simulação da bolha Lyman-alpha Blob criada pelo supercomputador Pleiades da Nasa, mostrando a distribuição de gás da bolha
Simulação da bolha Lyman-alpha Blob criada pelo supercomputador da Nasa

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Um grupo internacional de pesquisadores utilizou telescópios gigantes para identificar os segredos e a natureza de um objeto muito distinto no universo, chamado de bolha Lyman-alpha (LAB).
Essas bolhas são enormes nuvens de hidrogênio e para descobrir mais sobre sua composição foram necessários diversos telescópios gigantes, entre eles o Alma (sigla para Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array) e o ESO Very Large Telescope, ou VLT.
Até então, os astrônomos ainda não sabiam por que essas grandes nuvens de gás eram tão brilhantes, mas os telescópios identificaram duas galáxias no coração de um desses objetos que estão passando por uma formação estelar que provoca a iluminação no entorno.
Essas galáxias, em contrapartida, estão no centro de um "cacho" de outras menores, no que parece ser a fase inicial de formação de um grupo massivo de galáxias. De acordo com os pesquisadores, as duas galáxias observadas dentro da bolha de Lyman-alpha devem evoluir para uma grande galáxia elíptica.
As bolhas Lyman-alpha podem cobrir centenas de milhares de anos-luz e são encontradas a longas distâncias cósmicas. O nome reflete a característica das ondas ultravioletas que elas emitem, conhecidas como radiação Lyman-alpha.
Desde a descoberta dessas bolhas, os processos que levam à criação dessas estruturas têm sido um quebra-cabeças para os astrônomos. Mas novas observações do Alma podem agora ter solucionado o mistério.
AS BOLHAS
Uma das maiores bolha Lyman-alpha conhecidas –e a mais estudada– é a SSA22, ou LAB-1. Localizada dentro do centro de um grupo de galáxias em fase inicial de formação, foi o primeiro objeto desse tipo a ser descoberto, em 2000, e está tão distante que sua luz demorou 11,5 bilhões de anos para chegar até a Terra.
Um grupo de astrônomos, liderado por Jim Geach, do Centro de Pesquisas Astrofísicas da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, usou agora a tecnologia do Alma para observar a luz das nuvens de pó geladas em galáxias distantes para olhar ainda mais profundamente na LAB-1. Isso permitiu a identificação de diversas fontes de emissão de ondas submilimétricas.
ESO/C. Malin
Antenas do Alma, no Chile, cujas imagens ajudaram a desvendar detalhes da bolha gigante
Antenas do Alma, no Chile, cujas imagens ajudaram a desvendar detalhes da bolha gigante
Eles então combinaram as imagens provenientes do Alma com observações de outros grandes telescópios como o VLT e o MUSE (sigla para Explorador Espectroscópico MultiUnidade) que conseguem mapear a luz da Lyman-alpha. Isso revelou que as fontes de emissão "pescadas" pelo Alma estão localizadas no centro da bolha, onde estão sendo formadas estrelas numa velocidade 100 vezes maior do que a da Via Láctea.
Imagens adicionais mostram ainda que as fontes do Alma estão cercadas de galáxias mais fracas que podem estar bombardeando as fontes centrais com material, e auxiliando na velocidade da formação estalar.
LUZES NA NEBLINA
A equipe então usou uma simulação galáctica sofisticada para demonstrar que a nuvem brilhante gigante emitida pela Lyman-alpha pode ser explicada se a luz ultravioleta produzida pela formação estelar observada pelas fontes do Alma espalha o gás hidrogênio dos arredores. Isso levaria à formação da bolha de Lyman-alpha que conseguimos ver.
O pesquisador central do estudo, Jim Geach, faz uma analogia para explicar a descoberta. "Pense nas luzes das ruas numa noite de neblina –você vê aquele brilho difuso porque a luz se espalha de pequenas gotas. Um movimento similar acontece aqui, exceto pelo fato de que a luz das ruas é uma galáxia de intensa formação estelar, e a neblina é uma nuvem gigante de gás intergaláctico. As galáxias estão iluminando seus arredores", explica.
ESO/M. Hayes
A radiação ultravioleta da Lyman-alpha aparece em verde, após ser "esticada" pela expansão do Universo em sua longa jornada para Terra
Radiação ultravioleta da Lyman-alpha aparece em verde, após ser "esticada" pela expansão do Universo
Entender a formação das galáxias e sua evolução é um desafio enorme para os astrônomos e as bolhas Lyman-alpha são importantes porque parecem ser os lugares onde a maioria das galáxias massivas se formam. Em particular, o brilho dessas bolhas pode dar informações sobre o que está acontecendo nas nuvens de gás primordiais que circundam as galáxias jovens –uma região que é muito difícil de estudar, mas crítica para a compreensão sobre a formação das galáxias.
"O que é mais empolgante sobre essas bolhas é que estamos tendo uma rara visão do que está acontecendo nos arredores dessas galáxias jovens e em formação. Por muito tempo, a origem das luzes da Lyman-alpha tem sido controversa. Mas, com a combinação de novas observações e simulações de ponta, nós podemos ter resolvido um mistério de 15 anos: a LAB-1 é um local de formação de uma grande galáxia elíptica que um dia será o centro de um grupo de galáxias. Nós estamos vendo um quadro da formação dessa galáxia há 11,5 bilhões de anos", disse o pesquisador. 
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2016/09/1815376-supertelescopio-desvenda-segredos-de-bolha-gigante-no-espaco.shtml

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