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TRADUÇÃO

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cápsula espacial soviética vai ser leiloada na Bélgica

Grupo é resgatado em ilha na Austrália após deixar mensagem de SOS na areia
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Do UOL, em São Paulo
  • Racq/EFE
    Grupo foi resgatado após conseguir escrever uma mensagem de socorro em um banco de areia
    Grupo foi resgatado após conseguir escrever uma mensagem de socorro em um banco de areia
Um grupo de cinco pessoas foi resgatado na Austrália, na segunda-feira (21), graças a uma mensagem de socorro escrita em um banco de areia, após "perder" seu barco. Eles deixaram a embarcação ancorada próxima a uma ilha de rochas, enquanto passeavam por ela.
A âncora quebrou, não se sabe como, e o barco se afastou do local onde estavam. Três homens e duas mulheres ficaram presos na ilha.
Segundo a rede de TV ABC, a polícia local encontrou o barco de 6 metros à deriva, a cerca de 30 km da ilha onde os cinco estavam, e iniciou as buscas. O grupo foi visto por um helicóptero, depois de conseguir desenhar a mensagem SOS em um banco de areia de uma ilha vizinha.
Os cinco foram resgatados, após nove horas encalhados na ilha. Eles tiveram algumas queimaduras solares e desidratação, mas passam bem.
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/04/23/apos-9-horas-perdido-grupo-e-resgatado-por-mensagem-de-sos-na-areia.htm

Hidrelétricas ignoram as causas da catástrofe ambiental no AC e RO

POR LUIS FERNANDO NOVOA GARZON
Com a chamada “cheia histórica” do Rio Madeira, são mais de 5 mil famílias desalojadas e pelo menos 100 mil pessoas sem acesso a água potável e alimentação adequada na cidade de Porto Velho, que teve 12 de seus bairros afetados, em particular os bairros do Triângulo, Balsa, São Sebastião, Nacional e Belmont. No entorno das usinas, a montante e a jusante, cerca de 50 comunidades ribeirinhas remanescentes foram alagadas por águas agora consideradas “incontroláveis”.
São ambientes compostos e construídos por gerações sucessivas de indígenas, seringueiros, pescadores, ribeirinhos e camponeses. Territórios destroçados como corpos coletivos e agora marcados pelo sinal do que não tem retorno. A cheia, definida como novo limite máximo “natural”, justifica e acelera o processo de despossessão das barrancas do Rio Madeira em coerência com o processo da privatização de suas águas.
Leia mais:
Os consórcios liderados pela Odebrecht e pela Suez procuram ocultar qualquer responsabilidade por efeitos adicionais da cheia, alegando que “casos fortuitos ou de força maior” não podem ser evitados. Mas se as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau foram concebidas elas próprias como casos de força maior permanente – do formato do leilão e do financiamento até às licenças e outorgas – não se pode falar de aleatoriedade, e sim de riscos planejadamente maquiados.
“Precaver-se de fatos extraordinários não seria razoável”, afirmam os consórcios depois de promoverem uma sequência de fatos extraordinários, como seguidas mortandades de peixes, extensos desbarrancamentos e a ampliação indeterminada das manchas de inundação de seus reservatórios.
O nexo causal entre fator gerador e dano não pode ser imediato e unilinear, pois o “fator gerador” em questão são grandes hidrelétricas mediadoras e potencializadoras de danos múltiplos: ao redefinirem a calha e o leito do rio, o seu nível e velocidade, além das propriedades bioquímicas da água em toda a área de influência das usinas, cujo perímetro é sabidamente muito mais amplo que o assumido no EIA-RIMA.
É o nível de organização social e a forma de ocupação do espaço que definem desastres e catástrofes. Por isso furacões, terremotos e cheias produzem efeitos muito diferenciados – dependendo do país ou da região ou do perfil social da população afetada. É preciso perguntar como se deu a distribuição, o espraiamento e tempo de residência dessas “águas excedentes” ao longo da calha do rio Madeira. E saber que segmentos sociais, grupos étnicos, áreas urbanas e quais atividades propiciadoras de renda foram as mais afetadas. Amazônia brasileira e boliviana, comunidades camponesas e ribeirinhas e bairros “beiradeiros” têm sido os destinatários preferenciais dos danos socioambientais, tidos como danos colaterais de um padrão de acumulação focado em commodities e em plantas industriais eletrointensivas.
Apelar para a natureza como prova suficiente para enterrar dúvidas e controvérsias sobre o desastre é expediente de quem conta com uma ciência instrumental, mas que se faz crer neutra e autorreferente. Não se pode conferir a priori anterioridade e causalidade aos efeitos da natureza, eles próprios resultantes de um circuito de olhares, interesses e metodologias em disputa. “Natureza” seria nada mais que o produto de coordenações recíprocas entre as apropriações objetivas da natureza e as representações subjetivas destas mesmas apropriações.
O que podem ser “consequências naturais” depois do capitalismo globalizado, do boom das commodities, da privatização ampla e irrestrita dos setores de infraestrutura que propiciam a exploração de recursos naturais e sua circulação? Poderia parafrasear Adorno  (que se indagava como haveria poesia depois de Auschwitz) e perguntar: que natureza intocada é esta que produziu “efeitos imprevisíveis e incontroláveis”?   O rio Madeira é a divisa central do corredor inter-oceânico em implantação na região, que foi concebido para carrear recursos naturais exportáveis a largas distâncias, em um caso em que o uso define a logística que lhe cabe. Logística que, por sua vez, intensifica este mesmo uso, em um círculo vicioso de especialização regressiva do território. Projetos petrolíferos, de mineração, hidrelétricos e de infraestrutura já esquadrinharam o que circunda o dito corredor. Enquanto isso, fluxos de populações desenraizadas pelo ciclo de expropriações anteriores tratam de ocupar suas posições nesse espaço como podem, seguindo a móvel e célere fronteira dos investimentos. Recebem, em troca disso, junto com as populações locais, a maior parte da carga dos danos socioambientais – e de superexploração da força de trabalho – advinda da efetivação desses projetos.
Novas zonas de sacrifício perfilam-se nas bordas das áreas ou setores que apresentam alta lucratividade em meio ao último surto de “crise financeira” e a seus novos e brutais requisitos. A conversão da Amazônia em estoque e plataforma logística se aprofunda ainda mais com a incorporação de “mecanismos de desenvolvimento limpo”: green cleaning/green washing para tornar toleráveis os efeitos colaterais dessa nova ofensiva espoliativa através de mecanismos como o MDL, REDD, ABC e Mercado de Crédito de Carbono e seus múltiplos derivativos. E assim caminha a fronteira elétrica na Amazônia e prossegue a construção social dos rios amazônicos como recursos energéticos, conversão feita de modo “sustentável” ou através de “usinas a fio d’água” ou “usinas-plataforma”.
O “ambiental”, como reatividade formal e cínica aos requerimentos energéticos de nosso padrão de acumulação, produziu artefatos como “usinas-plataforma” e “usinas a fio d’água” a garantirem, por meio de carimbo normativo cientifizador, os menores impactos possíveis – depois, é claro, de atestada a irreversibilidade dos investimentos chamados estruturadores. Impacto social nulo, prometem os detonadores de bombardeios cirúrgicos na Bacia do rio Tapajós. Vazão afluente = vazão defluente, repetem em forma de mantra os diretores dos consórcios e das agências fiscalizadoras, para nada mais declararem sobre como especificamente seus dois reservatórios interferem na dinâmica das cheias e vazantes, a montante e a jusante, trecho a trecho.
Reparem que são os atores ou agrupamentos sociais que criam e recriam versões do mundo natural e claramente do mundo social. Essas versões emplacam ou não, dependendo dos instrumentos e dos métodos de construção e entronização da realidade dos que se imaginam vencedores, da realidade que dá razão a eles.   Mas a vitória nunca é completa enquanto podemos pô-la à prova na cena pública. Chuvas implacáveis acima das usinas, em território boliviano, não constituem um álibi que se sustente, já que pareceres e estudos técnicos indicavam, desde 2007, a possibilidade de eventos climáticos extremos associados a processos de desmatamento e ocupação irregular do solo na Bacia do Rio Madeira. E tais pareceres foram ignorados ou censurados durante os processos de licenciamento e outorga das UHEs. Agências hidrometeorológicas na Bolívia e Peru deveriam ter sido condição prévia? Um maior conhecimento da ameaça não se traduz em condições de desvulnerabilizar, ou seja, impedir novas vulnerabilidades. Deveria haver consonância entre sistemas de alerta e adequação de operação dos reservatórios e planos de contingência publicizados. Ao invés disso, as usinas se atracavam em torno de aumento das cotas dos seus respectivos reservatórios, para otimização do aproveitamento energético.
Os consórcios dizem que não pode assumir responsabilidade sobre “danos remotos” ou sobre efeitos colaterais “inevitáveis”. Mas sem que se avalie em detalhe as dinâmicas de sedimentação em associação com os efeitos de remanso dos dois reservatórios, não é possível afirmar que a quantidade de chuva nas cabeceiras possa determinar o nível e a vazão do Rio Madeira – pura e simplesmente. Pontuam, em defesa própria, que a falta de planejamento do solo na área de influência das hidrelétricas não pode ser “causa direta e imediata” das usinas. Aqui a meia confissão basta para deixar claro que os consórcios privados não estão dispostos a verificar as muitas causas coadjuvantes desta catástrofe socioambiental, muito menos  oferecer segurança mínima à população rondoniense que vive no entorno do projeto ou que depende da infraestrutura viária nele situada, como, por exemplo, a população do Estado do Acre. A viabilidade das duas hidrelétricas está colocada em xeque depois que a ESBR e a SAE provaram que não conseguem lidar com a vazão dos rios amazônicos e sua extrema variabilidade.
Luis Fernando Novoa Garzon é professor da Universidade Federal de Rondônia
 
http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2014/04/23/hidreletricas-ignoram-as-causas-da-catastrofe-ambiental-no-ac-e-ro/

terça-feira, 22 de abril de 2014

http://noticias.uol.com.br/album/2014/04/22/criancas-participam-de-treinamento-militar-na-russia.htm?abrefoto=30
Imagem 30/32: Aluno da Escola de Cadetes Yermolov participa de treinamento armado na cidade de Stavropol, Rússia. A escola militar fornece aulas práticas e permite que os alunos se submetam a atividades físicas e com uso de armas. A instituição leva o nome do general imperial russo Alexei Yermolov Eduard Korniyenko/Reuters

Centopeia morre ao comer cobra de "dentro para fora"

http://noticias.terra.com.br/ciencia/animais/centopeia-morre-ao-comer-cobra-de-dentro-para-fora,1d97c636dfa85410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Polo Espacial Gaúcho lança nanossatélite em junho

Artefato foi desenvolvido em Santa Maria está pronto para ser colocado em órbita

Polo Espacial Gaúcho lança nanossatélite em junho<br /><b>Crédito: </b> Fernando Sobroza / Divulgação / CP
Polo Espacial Gaúcho lança nanossatélite em junho
Crédito: Fernando Sobroza / Divulgação / CP
O Polo Espacial Gaúcho se prepara para colocar no espaço o primeiro nanossatélite produzido no Estado: o NanosatC-BR1. O artefato, que foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), teve a fase de testes concluída no Brasil e está a caminho da Holanda para nova etapa, antes do lançamento na Rússia, em 19 de junho. Trata-se de uma iniciativa do Estado, em convênio com empresas de tecnologia, universidades, Forças Armadas e institutos científicos. Tem como âncora a AEL Sistemas, especializada no desenvolvimento de soluções em defesa.

O secretário estadual da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, destacou a importância do projeto: “Esse primeiro nanossatélite totalmente gaúcho mostra a capacidade dos nossos pesquisadores, e nada mais justo do que a secretaria auxiliar na busca de investimentos para ampliar cada vez mais o nicho de atuação desses profissionais e elevar o nível de desenvolvimento do Estado”, assinala. Para auxiliar, a Pasta tem fomentado as pesquisas em universidades, articulado a busca de recursos e investido para a formação e capacitação de recursos humanos na área espacial.

Segundo o gerente do projeto no Centro Regional Sul (CRS/Inpe), em Santa Maria, e coordenador do Programa NanosatC-BR, Nélson Schuch, a união entre Inpe, UFSM e secretaria não para nesse primeiro artefato. “Já estamos com o segundo nanossatélite — o Nanosatc-Br2 —praticamente pronto. Ele foi desenvolvido na UFSM e já está na sede do Inpe, em São José dos Campos. Faltam apenas as cargas úteis e o artefato poderá ser lançado imediatamente. A previsão é 2015”, projeta. Para a etapa de conclusão, Prodanov negocia com o Ministério da Ciência a liberação de R$ 1,25 milhão.

O secretário esteve em Santa Maria para conhecer as instalações da sede do Inpe. Um dos espaços visitados foi o Centro de Rastreio e Controle do nanossatélite. Segundo o chefe do Centro Regional Sul (CRS/Inpe), Adriano Petry, o local é responsável pela comunicação com o artefato. “Uma coisa é o satélite ser lançado em órbita, outra é a estrutura necessária na terra para que ocorra a comunicação com o nanossatélite”, diz. A sede do Inpe em Santa Maria já tem uma unidade instalada. “Nossa estrutura permite rastrear uma grande quantidade de satélites, não apenas os que desenvolvemos.”

Estudo espacial
O NanosatC-Br1 é um pequeno satélite científico, de pouco mais de 1 quilo, e o primeiro cubesat desenvolvido no país, produzido em parceria do CRS, do Inpe e da UFSM. A Ufrgs e as empresas Emsisti, Innovative Solution in Space e Lunus Aeroespacial também estiveram envolvidas na preparação.

O invento comportará dois instrumentos, um magnetômetro e um detector de partículas de precipitação para o monitoramento, em tempo real, do geoespaço para o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios. Com isso, será possível determinar os efeitos em regiões como a da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (Sama) e do setor brasileiro do eletrojato equatorial. A Sama é uma “falha” do campo magnético terrestre nesta região, que fica sobre o Brasil. Como consequência, há maior risco da presença de partículas de alta energia, que podem afetar as comunicações, as redes de distribuição de energia, os sinais de satélites de posicionamento global, como o GPS.

Fonte: Correio do Povo
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=522375

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