quinta-feira, 24 de julho de 2014

sangue e imunidade de macacos de Fukushima

Do UOL, em São Paulo
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  • F. Konno/Nature
    Macaco selvagem japonês em Fukushima
    Macaco selvagem japonês em Fukushima
Exames feitos em macacos selvagens que vivem próximo à usina de Fukushima, no Japão, mostraram que os primatas estão mais expostos a radiação e têm menos células vermelhas e brancas no sangue do que macacos que vivem longe da usina.
A alteração na contagem de células sanguíneas pode comprometer o funcionamento do sistema imunológico e, consequentemente, tornar os macacos mais suscetíveis à epidemia por doenças infecciosas, segundo estudo publicado na revista Scientific Reports da Nature nesta quinta-feira (24).
Em 11 de março de 2011, um terremoto seguido de tsunami destruiu estruturas da central nuclear de Fukushima, causando vazamento de material radiativo na região, cujas consequências ainda são estudadas.
O grupo de cientistas liderado pelo pesquisador Shin-ichi Hayama, da Universidade de Medicina Veterinária e de Ciências da Vida de Tóquio, comparou o sangue de 61 macacos que vivem a 70 quilômetros da usina nuclear de Fukushima, com 31 macacos da península de Shimokita, ao norte, a 400 km da usina.
Níveis de césio radioativo foram detectados nos macacos que vivem mais próximos à usina, em torno de 78-1.778 becquerel por quilo. Enquanto nos macacos de Shimokita eles não foram detectados.
As análises mostraram também que a contagem de hemoglobina e de hematrócitos foi significativamente menor em macacos de Fukushima em comparação com os de Shimokita.
Segundo Hayama, embora haja evidências de que a exposição à radiação possa ter alterado a contagem das células do sangue, a pesquisa não conseguiu provar ainda essa relação, devido ao intervalo de tempo entre a captação do material radiativo e o aparecimento de danos da exposição.
O pesquisador frisa ainda que foi medida apenas a concentração de césio no corpo dos macacos. Mas futuramente pretende medir outros materiais radiativos nos dois grupos de macacos.
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